EDITAL: 01/2019 – Sr. Domingos Soares

A Diocese

DioceseDeQuixadaBrasaoA diocese de Quixadá foi criada aos 13 de março de 1971 através da Bula Qui Summopere no pontificado do Papa São Paulo VI e solenemente instalada aos 20 de agosto do mesmo ano às 19 horas numa Concelebração Eucarística presidida por D. Humberto Mozzoni, Núncio Apostólico no Brasil, na qual sua excelência reverendíssima Dom José Medeiros Delgado, Arcebispo de Fortaleza proferiu a bula de criação da Diocese e assim declarou canonicamente instalada a nova diocese do Sertão Central na presença de bispos, sacerdotes e religiosos, bem como da multidão de fiéis que estavam presentes.

Dom Rufino
(1°Bispo da Diocese de Quixadá)

Na mesma ocasião o Núncio Apostólico deu posse ao primeiro bispo da nova Diocese, Dom Joaquim Rufino do Rego, até então sacerdote diocesano do clero da Diocese de Oeiras e vigário de Picos no Piauí, eleito Bispo para esta Diocese aos 21 de abril de 1971 e ordenado aos 04 de Julho do mesmo ano.

A diocese era considerada bastante extensa, com 13.864 km2, em vista do reduzido número de sacerdotes. A primeira reunião do clero, realizada aos 31 de agosto de 1971, contou apenas com 12 padres, sendo que 7 eram religiosos. O Bispo tinha que dar conta das atividades do seu episcopado para cumprir com a sua missão de pastor, pai e catequista, sempre com muito amor. Ao deixar a Diocese, após um árduo trabalho, sobretudo no campo vocacional, tinha conseguido ordenar seis sacerdotes, deixando vários frutos colhidos, como a construção do “Centro vocacional Pio XII”, que teve o próprio Dom Rufino como seu primeiro reitor, que servia ao mesmo tempo de Seminário Menor e residência episcopal, como também deixou muitas sementes lançadas para germinações futuras.

Dom Rufino permaneceu no governo desta Igreja Particular por quase 15 anos quando aos 25 de março de 1986 foi transferido para a Diocese de Parnaíba – PI, fato que anunciou no dia 02 de abril. Nesta data, Dom Rufino estava no segundo dia de reunião do Conselho Diocesano de Pastoral e fez conhecer a todos a decisão pontifícia com a célebre frase: “Ontem me apresentei como Bispo de Quixadá, hoje me apresento como Bispo de Parnaíba, a partir deste momento não sou mais Bispo de Quixadá”, no mesmo momento entregou a carta do Núncio que foi lida pelo Padre Vicente. A notícia surpreendeu a todos, no livro histórico da Diocese ficou registrado: “A Diocese vivia o momento mais belo de sua história. Caminhava com mais segurança, com mais esperança e o apoio de seu Bispo. Tudo se tornava mais claro, mais planejado, mais unificado. Ultimava-se os preparativos da festa dos 15 anos da Diocese e de seu primeiro Bispo. (…) Inesperadamente toda a Diocese fica sem o seu bispo, o seu pastor, o seu amigo…”.

Dom Adélio (2° Bispo de Quixadá)

Com esta transferência a Diocese mergulhou num período de vacância demorado vindo a ser provida de um Bispo somente aos 16 de março de 1988, quando o Santo Padre João Paulo II nomeou o revmo. pe. Adélio José Tomasin, sacerdote da Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência, como segundo bispo da Diocese de Quixadá. D. Adélio foi ordenado aos 26 de março de 1988 e tomou posse desta diocese aos 29 de maio de 1988, Solenidade da Santíssima Trindade, em uma concelebração presidida por ele mesmo na qual o revmo. pe. Vicente Gonçalves Albuquerque leu o decreto da Nunciatura, na presença do eminentíssimo Sr. Dom Aloísio Cardeal Lorscheider, arcebispo de Fortaleza, dos senhores arcebispos e bispos, do clero diocesano e demais fiéis, ficando, assim, empossado o 2º bispo diocesano de Quixadá.

A Diocese por esta época vivia um momento de muita expectativa e na simplicidade de cada um existia uma fé viva, o que facilitava o trabalho de um novo bispo. Dom Adélio, apesar de possuir um jeito diferente de ser, de trabalhar, de estar presente, pôde realizar um fecundo pastoreio à frente desta porção do povo de Deus. Destacou-se por seu amor à diocese, seu desejo de evangelização e por sua atuação no campo social. Um amor à diocese que o fez criar mais 9 paróquias, dado o aumento das vocações e dos sacerdotes graças ao Seminário Maior instalado anexo ao “Centro Vocacional Pio XII”, construído por seu antecessor. Uma atuação social que visava auxiliar as pessoas pobres e mais necessitadas da cidade de Quixadá. Além disso, seus projetos sociais lhe permitiram gerar empregos em Quixadá e movimentar direta e indiretamente milhares de pessoas ajudando a despertar este município para o desenvolvimento. Merece especial destaque no episcopado de Dom Adélio a construção do santuário dedicado a Imaculada Rainha do Sertão, que se tornou um grande centro de peregrinação no sertão do estado, com uma grande afluência de fieis durante todo o ano.

Tendo completado 75 anos de idade, conforme prescreve o código de direito canônico, D. Adélio, pediu ao Santo padre a renúncia ao governo pastoral da diocese, a qual foi aceita pelo Romano Pontífice Bento XVI aos 03 de janeiro de 2007. Na mesma data o Sumo Pontífice nomeou o, então, revmo. Pe. Ângelo Pignoli, sacerdote diocesano do clero da diocese de Franca em São Paulo, ordenado bispo em 11 de março de 2007. Aos 25 de março de 2007, às 17 horas, ao lado da Sé Catedral diocesana da Sagrada Família em Quixadá, durante a Celebração Eucarística, realizou-se a solenidade de Posse de Sua Excelência Reverendíssima Dom Ângelo Pignoli, na presença do clero, vários bispos, religiosos e grande afluência de fieis, como o terceiro bispo Diocesano de Quixadá.

De 2007 até esses dias, a Diocese de Quixadá, impulsionada pelo zelo pastoral de seu bispo, tem dado grandiosos passos, sempre mais apascentando o rebanho do Senhor presente nessas terras sertanejas. O Senhor Jesus, que conduz sua história com amor através de seus ministros, faz com que a Diocese de Quixadá cresça sempre mais no anúncio do Reino.

No dia 30 de dezembro de 2018, solenidade da Sagrada Família de Nazaré, sua excelência reverendíssima, Dom Ângelo Pignoli, inaugurou solenemente, junto de seu clero e de fieis provindos de todas as paróquias, em missa celebrada nas proximidades da Catedral diocesana, o Triênio Jubilar em preparação para a celebração dos 50 anos da solene instalação da diocese de Quixadá que terá lugar no ano de 2021. Vivemos, pois, um verdadeiro tempo da graça do Senhor, observa-se cada vez mais um tempo de formação e dinamismo pastoral, um tempo de evangelização e de aumento da fé. Com o tema “O que vimos e ouvimos, isto vos anunciamos” (1Jo 1,3), a diocese anunciando o Reino a partir da experiência de Jesus se propõe a anunciar a todos as maravilhas que nascem do Evangelho de Jesus, elevando à Trindade um hino de louvor e gratidão!

“Com vosso auxílio seguimos para frente! Pastores e fiéis a anunciar a alegria da Verdade eterna, de ser Igreja aqui em Quixadá!” .
(Do hino do Jubileu de Ouro da Diocese de Quixadá)