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I Congresso Missionário Diocesano

Nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro, no Centro de Pastoral diocesano, aconteceu o I Congresso Missionário Diocesano de Pastoral.
Na tarde do dia 22, após a acolhida e credenciamento dos participantes vindos das várias paróquias da Diocese, houve o momento de oração mariano e em seguida o jantar. Após Pe. Severino, coordenador/ articulador da pastoral missionária e Pe. José Maria Loiola coordenador pastoral diocesano, deram as boas vindas e os direcionamentos do Congresso. Onde um dos objetivos além de repensar e organizar a pastoral missionária também visa a preparação da celebração do Jubileu dos 50 anos da Diocese em 2021.
Na manhã do dia 23, após a oração matutina e café da manhã, reuniram -se no auditório sob a orientação do leigo Vicente Flávio Belém Pinho, uma reflexão sobre Análise de Conjuntura. Momento forte de profundos questionamentos sobre a realidade da política e da economia do nosso país como também sobre a postura e o perfil do missionário nos dias de hoje. Desafios foram apontados e colocados pelos participantes como momento de repensar como estamos vivendo a dimensão profética da Nossa vocação, momento positivo de leitura da realidade, chão onde o missionário trilha o anúncio do Evangelho.
A tarde, dando continuidade à formação, Pe. Eronildo vigário geral, proporcionou de forma sintetizada mas clara, uma viagem na história dos 50 anos de caminhada pastoral da Diocese(1971-2019). Pontuou o contexto na qual a diocese de Quixadá nasceu, presença de Dom Rufino, primeiro bispo e das congregações religiosas que marcaram a história da diocese conforme os desafios da época. Mais tarde, Dom Adélio assume a diocese e por um longo tempo também constrói sua trajetória enquanto pastor que guia seu rebanho.
Atualmente, como igreja diocesana, na preparação do seu Jubileu nos deparamos diante de um novo cenário sócio-economico, com novos desafios, onde é imposto pela sociedade neoliberal, novas regras, o consumo como necessidades para o ser humano e com elas uma nova hierarquia de valores que de uma certa forma confronta e ignora os valores cristãos, dando espaço para o relativismo religioso e assim desafiando a igreja e o seu fazer missionário.
Como dizia Pe.Eronildo, Papa Francisco nos desafia para sermos igreja em saída, que corresponda as necessidades de hoje, precisamos abrir -se para as novas realidades sem perder de vista o que sustenta a nossa fé.
Dando continuidade aos trabalhos da tarde e após as duas reflexões, as foranias se reuniram para debater possíveis ações no retorno as paróquias. Cada uma socializou com a assembléia suas conclusões.
O dia conclui -se com uma animada noite cultural. Momento recreativo e de confraternização onde mesmo quem não sabia cantar, cantou.
Na manhã do dia 24, após o café da manhã, quem conduziu a palestra foi o Pe. Oscar, coordenador do COMIRE, com o tema: Sinodalidade e Comunhão.
De início relatou sua experiência como pároco e como iniciou a articulação dos trabalhos missionários em sua paróquia. Ressaltou os desafios de sua vivência como missionário, os empecilhos que atrapalham o bom desempenho pastoral em uma paróquia. É necessário renovar lideranças, ninguém é proprietário das chaves da igreja e das pastorais. Em vários momentos ressaltou a beleza de caminhar juntos e da comunhão. Comunhão, pão partilhado, vida e missão não separam.
O missionário precisa seguir os passos do mestre e seus preceitos. Abraçar a cruz. É a alegria do evangelho que move o missionário e que o faz deixar sua casa e seus afazares para fazer missão.
Sinodalidade é caminhar juntos, não é somente um método, é também conteúdo de evangelização. É o eixo de toda evangelização. A primeira comunidade missionária é a Santíssima Trindade porque ela é amor e o amor não se contenta consigo mesmo. Amor irradia amor. O missionário do Senhor é alguém que irradia o amor é não alguém que disputa o melhor lugar ou busca regalias e elogios pelos trabalhos realizados. Se não for por amor-doação não faça porque a recompensa quem nós dá e o Senhor.
O missionário não é dono de nada, mas pertence a uma comunidade que Deus o chama para a missão. E sempre está se renovando porque não está pronto e não sabe tudo.
A igreja sinodal é aquela que ESCUTA, como Maria a mãe de Jesus. Que caminha juntos, onde a única autoridade é serviço e o único poder é o da Cruz. Comunhão é dom mas também tarefa. Construir comunhão na diversidade.
Padre Oscar conduziu a reflexão com muita clareza e exemplos práticos. Muitas provocações feitas conduziram a assembléia para a reflexão e a avaliação de sua prática missionária.
Conclui-se a manhã com a Celebração da Santa Missa, presidida pelo Bispo Dom Ângelo Pignoli.

 

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Matéria: Comissão Missionária Diocesana
Fotos: Comissão da PASCOM Diocesana