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SOLENIDADE CORPUS CHRISTI | DIOCESE DE QUIXADÁ 20/06/2019

Logo após as solenidades de Pentecostes e da Santíssima Trindade, a Igreja Católica a cada ano celebra o dia de Corpus Christi. Entender e vivenciar sempre com maior profundidade mais um aspecto do grande mistério pascal é aprofundar a nossa fé.

Os discípulos de Jesus entristeciam-se ao ouvir do mestre que devia passar, ou seja, fazer páscoa e voltar ao Pai. A ausência do Senhor, em quem estava colocando toda a esperança, encerraria toda a trajetória rumo ao reino de Deus, pleno e definitivo. Jesus os ajudará com estas palavras textuais: “Mas porque eu lhes disse essas coisas, a tristeza encheu o coração de vocês. Entretanto eu lhes digo a verdade: é melhor para vocês que eu vá embora, porque se eu não for, o Advogado não virá para vocês, mas se eu for, eu o enviarei” (Jo 16, 6-7).

Nisto se cumpre o que Jesus afirmou: “Eu estou com vocês todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28, 20b). O que Jesus realizou uma vez por todas na sua Páscoa tornou-se memorial vivo, atual e presente em toda a nossa caminhada terrestre até a plenitude eterna porque Jesus também dissera: “Não fique perturbado o coração de vocês. Acreditem em Deus e acreditem também em mim. Existem, muitas moradas na casa de meu Pai. Se não fosse assim eu lhes teria dito, porque vou preparar um lugar para vocês. E quando eu for e lhes tiver preparado um lugar voltarei e levarei vocês comigo para que onde eu estiver estejam vocês também.” (Jo 14, 1-13).

                    Assim, o mistério da Páscoa, o mistério eucarístico da presença viva e plena de Cristo, Corpo e Espírito, quer levar à plenitude toda a sua obra, nos seus membros, a Igreja. “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente e o pão que eu vou dar é a minha própria carne para que o mundo tenha vida.” (Jo 6,51)

A oportunidade celebrativa do Corpus Christi nos remete ao dinamismo pascal: Jesus Cristo totalmente entregue, presente e atuante, que outrora passou de aldeia em aldeia fazendo o bem, continua resgatando os homens para conduzirmos ao Pai. Será uma verdadeira festa cristã e marcará profundamente a nossa caminhada se o nosso coração for inflamado do amor de Deus que nos torna solidários com todas as pessoas, as quais devemos aprender amar de verdade.

 

+ Dom Ângelo Pignoli